A Fundação Osesp e o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, apresentam a Temporada Osesp 2027: 47 programas e 102 concertos na Sala São Paulo e na Estação Motiva Cultural, com obras de 110 compositores, seis novas peças encomendadas pela Osesp e a participação de mais de 60 artistas convidados. Veja aqui o livro da Temporada.
A programação sinfônica está organizada em nove festivais. Cada um ocupa cerca de três semanas, reúne três programas da Orquestra (sete deles também com apresentações de música de câmara) e leva o nome de uma ideia presente no livro Assim falou Zaratustra, de Friedrich Nietzsche.
Para Thierry Fischer, Diretor Musical e Regente Titular da Orquestra, a Temporada nasceu de uma pergunta: seria possível pensar uma programação não apenas como uma sucessão de concertos, mas como uma experiência em que diferentes obras dialogam entre si ao longo do tempo? "A questão que atravessa esta Temporada é simples: o que pode se transformar em nós quando realmente escutamos? Os nove festivais foram concebidos como diferentes portas de entrada para essa experiência, conectando obras, artistas e públicos ao longo de todo o ano", diz ele.
Para Marcelo Lopes, Presidente e CEO da Fundação Osesp, a Temporada 2027 reafirma o papel da música como espaço de encontro e reflexão em um mundo marcado pela dispersão e pelo excesso de estímulos. "Uma temporada é uma forma criar oportunidades de encontro entre artistas e público. Em 2027, queremos inspirar ainda mais as pessoas e reforçar o papel vital da música como uma experiência coletiva capaz de ampliar a reflexão sobre o mundo em que vivemos", afirma.
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OS NOVE FESTIVAIS
Nascido do caos | 4 a 20 de março
Tudo começa do nada: do silêncio e da desordem. A Criação, de Haydn, que abre a Temporada, começa justamente com uma célebre representação musical do caos antes do surgimento da luz. A Sinfonia nº 7, de Mahler, faz o percurso da noite ao amanhecer, e Mithra, de Juliana Ripke, encomenda da Osesp, tem sua estreia mundial. No centenário de Tom Jobim, Brasília: Sinfonia da Alvorada, escrita com Vinicius de Moraes para a inauguração da nova capital, celebra o nascimento de uma cidade.
Ressurreições | 1º a 17 de abril
Não se trata de ressurreição no sentido religioso, mas da capacidade humana de se reerguer depois de perdas, traumas e certezas que se desfazem. O Concerto para violino de Schumann passou mais de oito décadas esquecido antes de sua estreia, em 1937. Nos 200 anos da morte de Beethoven, o pianista Kirill Gerstein rege do piano a integral dos concertos para piano do compositor, ao lado da estreia mundial de Alma, de Michelle Agnes, também uma encomenda da Osesp. O festival se completa com Morte e transfiguração, de Richard Strauss, e Totenfeier, de Mahler, poema sinfônico que renasceria como o primeiro movimento da Sinfonia nº 2 "Ressurreição".
Dançar com o mundo | 6 a 22 de maio
Contraponto mais leve da Temporada, o festival trata a dança como celebração, mas também como uma forma de se mover, com consciência, em um mundo cheio de dificuldades. Maracatu de Chico Rei, de Francisco Mignone, Jeux, de Debussy, Bolero, de Ravel, The Chairman Dances, de John Adams, e as Danças eslavas, de Dvořák, mostram como diferentes épocas e culturas transformaram o movimento em música.
Triunfo | 3 a 19 de junho
Aqui, triunfo é conquista depois de uma luta real, não vitória fácil. Em Tasso, lamento e triunfo, Liszt retrata o poeta Torquato Tasso, que sofreu em vida e foi reconhecido depois da morte. A Sinfonia nº 7 "Leningrado", de Shostakovich, escrita durante o cerco à cidade na Segunda Guerra, tornou-se símbolo de resistência. Completa o festival a rara Ode triomphale, da compositora francesa Augusta Holmès, criada para a Exposição Universal de Paris de 1889.
Torna-te quem és | 1º a 17 de julho
No centro da Temporada, e considerado por Thierry Fischer seu coração conceitual, o festival parte da ideia de que a vida é um caminho de volta ao que somos em essência, apesar de tudo o que se acumula pelo caminho. Em Uma vida de herói, Richard Strauss se retrata como protagonista de sua própria história. Com a Sinfonia nº 3 "Eroica", Beethoven rompe com as convenções de seu tempo. Carmina Burana, de Carl Orff, gira em torno da roda da fortuna e do que fazemos com aquilo que o acaso nos impõe. O festival traz ainda uma nova obra de Marcos Balter, encomenda da Osesp.
Paz | 5 a 21 de agosto
Pensado como um oásis no meio da Temporada, o festival propõe uma pausa para contemplação. In terra pax, de Frank Martin, foi escrita para ser transmitida pelo rádio no fim da Segunda Guerra Mundial. Le tombeau de Couperin, de Ravel, homenageia amigos do compositor mortos na Primeira Guerra. Completam o percurso Paz na Terra e Noite transfigurada, de Schoenberg, e a Sinfonia nº 3, de Brahms.
Sim à vida | 2 a 18 de setembro
O festival fala de afirmar a vida, inclusive diante dos pequenos e grandes conflitos de todos os dias. O balé completo Daphnis et Chloé, de Ravel, celebra o amor e a natureza. O _Idílio de Siegfried _foi o presente de aniversário de Wagner para sua mulher, Cosima, tocado pela primeira vez na escada da casa da família. O Concerto para violoncelo, de Elgar, escrito logo após a Primeira Guerra, e a Paixão segundo São Mateus, de Bach, atravessam a dor em direção ao consolo.
Memória | 30 de setembro a 16 de outubro
Sobre a relação entre lembrança e identidade, e a ideia de que nunca nos desligamos totalmente de nossa origem. Toru Takemitsu dedicou seu Requiem para orquestra de cordas à memória de seu colega, o compositor de trilhas sonoras Fumio Hoyasaka. Die Seejungfrau [A Sereia] foi escrita por Zemlinsky como forma de expurgar o trauma pela perda de seu grande amor, Alma Schindler, que viria a se tornar Alma Mahler. A Sinfonia alpina, de Richard Strauss, nasce da lembrança de uma escalada da juventude do compositor, e as Variações Enigma, de Elgar, são retratos musicais de seus amigos. O festival traz também a estreia latino-americana de Fantaisie variée, de Nadia Boulanger, compositora francesa falecida em 1979 e uma das maiores educadoras musicais de todos os tempos.
O eterno retorno | 28 de outubro a 18 de dezembro (sem concertos em novembro)
O encerramento parte da ideia de que a humanidade volta sempre às mesmas perguntas essenciais, e de que todo fim contém um novo começo. É aqui que se ouve Assim falou Zaratustra, de Richard Strauss, inspiração musical direta de toda a Temporada. Haydn, que abriu o ano com A Criação, retorna com a Sinfonia nº 47, conhecida como "Palíndromo", cujo minueto é tocado de frente para trás e depois de trás para a frente. O festival inclui ainda a Sinfonia nº 8, de Mahler, conhecida como "Sinfonia dos mil", e o Messias, de Händel.
CORAIS, RECITAIS E CÂMARA
Além dos concertos sinfônicos, a programação amplia as possibilidades de escuta por meio de diferentes formações e repertórios. Em 2027, o Coro da Osesp fará seis programas, que destacam a atuação do corpo artístico em obras que atravessam séculos de tradição vocal, da música renascentista à produção contemporânea.
Os sete concertos de música de câmara colocam em evidência músicos da Orquestra e do Coro em formações reduzidas, em programas que exploram diferentes combinações instrumentais e vocais em programas que também dialogam com os festivais da Temporada.
Já os sete recitais aproximam o público de grandes intérpretes em apresentações mais intimistas. Em 2027, a programação conta com os pianistas Jan Lisiecki, Cristian Budu, Nikolai Lugansky, André Mehmari e Bertrand Chamayou, o saxofonista Steven Banks e o barítono José Antonio López.
Se as obras retornam ao longo dos séculos, elas nunca retornam da mesma forma: cada escuta é atravessada pelo momento em que acontece e por quem a vive. É esse o convite da Temporada Osesp 2027: acompanhar, ao longo do ano, uma experiência musical em permanente transformação.
REGENTES E SOLISTAS CONVIDADOS
A Temporada irá reunir alguns dos mais importantes artistas da cena internacional contemporânea. Ao longo do ano, a Osesp receberá 24 regentes convidados e 49 solistas, em programas que percorrem diferentes períodos, estéticas e tradições musicais.
Entre os regentes convidados estão nomes como Oksana Lyniv, Vasily Petrenko, Aziz Shokhakimov, Marie Jacquot, Stéphane Denève, Tianyi Lu, Stephen Layton e Leonardo García-Alarcón, além de retornos aguardados de maestros com longa relação com a Orquestra, como Alexander Liebreich, Pierre Bleuse e Heinz Holliger.
Entre os solistas, a Temporada recebe artistas de destaque internacional como os pianistas Jan Lisiecki — Artista em Residência da Temporada —, Kirill Gerstein, Nikolai Lugansky, Bertrand Chamayou e Cristian Budu; os violinistas Veronika Eberle, James Ehnes e Ilya Gringolts; os violoncelistas Alisa Weilerstein e Jean-Guihen Queyras; o harpista Xavier de Maistre; o clarinetista Pablo Barragán; o trompetista Pacho Flores; o saxofonista Steven Banks; o trombonista Jörgen van Rijen; e o barítono José Antonio López, entre outros convidados brasileiros e internacionais.
ARTISTA EM RESIDÊNCIA
Jan Lisiecki é o Artista em Residência da Temporada 2027. A relação do músico com a Orquestra atravessa mais de uma década: sua estreia na Sala São Paulo aconteceu em 2012, com o Concerto para piano nº 1, de Chopin. Desde então, retornou em diferentes ocasiões, consolidando um vínculo especial com a Osesp e com o público paulistano. “É uma grande alegria voltar em 2027 como Artista em Residência. Acho a Orquestra fantástica e o público sempre muito entusiasmado. Para mim, estar em São Paulo é, de muitas formas, um retorno para casa”, afirma o pianista.
Em dois momentos da Temporada, Lisiecki apresentará os Concertos para piano nº 9 e nº 22 de Mozart ao lado da Osesp na Sala São Paulo, além de realizar um recital solo na Estação Motiva Cultural.
Nascido no Canadá em 1995, em uma família de origem polonesa, Jan Lisiecki é reconhecido como um dos principais pianistas de sua geração. Com uma carreira internacional que inclui apresentações junto de algumas das mais importantes orquestras do mundo, o artista assinou contrato de exclusividade com a Deutsche Grammophon aos 15 anos e acumula distinções como o JUNO Award, o ECHO Klassik, o Gramophone Young Artist Award e o Diapason d'Or. Em 2012, foi nomeado Embaixador da Unicef no Canadá.
MAIS ACESSO
Além de todas as apresentações das séries de assinatura terem a oferta de ingressos a preço de vale cultura, a democratização do acesso à Temporada é ampliada pela série Osesp duas e trinta, que oferece sete datas em 2027 com valor fixo de R$ 50 (inteira), e ensaios abertos gerais a R$ 25 (inteira), além da costumeira transmissão de todos os programas sinfônicos, sempre aos sábados, às 16h30, no canal de YouTube da Osesp.
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COMO ASSINAR?
Quem quiser acompanhar de perto os nove festivais da Temporada 2027 já pode garantir seu lugar com as assinaturas da Osesp. Há dois caminhos possíveis. As Séries Fixas reservam o mesmo assento ao longo do ano, numa seleção de datas organizada pela Osesp. As Séries Flexíveis permitem montar o próprio percurso, a partir de quatro concertos à escolha. Assinantes contam com benefícios exclusivos durante todo o ano: desconto no valor do ingresso, parcelamento em até 12 vezes sem juros, troca de ingressos não utilizados por créditos, transferência para amigos ou familiares e, como novidade em 2027, acesso antecipado à venda de concertos especiais selecionados. A venda acontece em etapas, começando pela renovação dos atuais assinantes:
Assinantes da Temporada 2026
- Renovação das Assinaturas Fixas: de 29 de outubro a 15 de novembro de 2026
- Troca e novas Assinaturas Fixas: de 16 a 22 de novembro de 2026
- Renovação das Assinaturas Flexíveis: de 1º a 7 de dezembro de 2026
Público geral
- Novas Assinaturas Fixas: de 23 de novembro a 31 de dezembro de 2026
- Novas Assinaturas Fixas e Flexíveis: de 8 a 31 de dezembro de 2026
As vendas terão início em 29 de outubro, às 14h. Canais de venda
Site: https://osesp.art.br/osesp/pt/assinante-osesp
e-mail: suporte@ingressosfundacaoosesp.com.br
Telefone e WhatsApp: (11) 5039-8723
Bilheteria da Sala São Paulo: de segunda a sexta-feira, das 10h às 13h e das 14h às 17h
Em dias de concerto da Osesp: 1h30 antes das apresentações na Sala São Paulo e 1h antes das apresentações na Estação Motiva Cultural
O pagamento poderá ser realizado por cartão de crédito (em até 12 vezes sem juros), cartão de débito, Pix ou dinheiro (apenas para compras presenciais).
