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Integrante da Osesp desde: 20 de julho de 2000.

Nascida em Belgrado, na Sérvia, a mezzo soprano Vesna Bankovic iniciou sua formação musical aos seis anos de idade na Escola de Música Josif Marinkovic, onde estudou violino com Teodora Mihajlovic. Mais tarde, na Escola de Música Stanković, estudou canto com Olivera Grujic. Por muitos anos, fez aulas com Ljudmila Gross-Popović e, com bolsa de estudos do governo romeno, obteve o bacharelado e a licenciatura em canto pela Universidade Nacional de Música de Bucareste (UNMB), na classe de Iulian Baiasu. No Brasil, desenvolveu trabalho de aperfeiçoamento vocal com Isabel Maresca.

Premiada diversas vezes em competições nacionais em seu país natal, apresentou-se como solista na Paixão Segundo São João BWV 245, de J. S. Bach, em Joshua HWV 64, de G. F. Händel, em A Criação Hob. XXI:2 e em As Estações Hob. XXI:3, de Joseph Haydn, em Paulus Op. 36, de Felix Mendelssohn, em Exsultate, Jubilate K. 165 e no Réquiem em Ré Menor K. 626, de W. A. Mozart. Destacou-se ao solar o Messias HWV 56, de G. F. Händel, com a Orquestra de Câmara da Rádio e da TV Romena, sob regência de Ludovic Bács, e o Stabat Mater G. 532, de Luigi Boccherini, com a Orquestra Sinfônica de Bucareste, sob regência de Florin Totan. Também se sobressaiu nas óperas Così Fan Tutte K. 588, de Mozart, e Eugene Onegin, de P. I. Tchaikovsky, montadas pelo Continuo, conjunto barroco fundado e dirigido por Dan Racoveanu, organista e professor da UNMB. Junto à Osesp, solou a Petite Messe Solenelle, de Gioachino Rossini, e a Missa a Três Vozes Op. 12, de César Franck, e interpretou Dido, em Dido e Enéas, de Henry Purcell.

Foi membro do Studio Coral — Vozes Femininas, dirigido por Marco Antônio da Silva Ramo, e integra o Audi Cœlum, coro de música sacra regido por Roberto Rodrigues. Participou do Festival de Música Antiga de Delfos, na Grécia, e foi professora convidada do Festival Eleazar de Carvalho, em Fortaleza, no Ceará, em 1999. Participou da gravação das trilhas para os filmes Vida Cigana (1990) e Arizona Dream(1993), de Emir Kusturica, e A Rainha Margot (1994), de Patrice Chéreau.

No Brasil, se apresentou nas séries de câmara Um Certo Olhar, da Osesp, Vesperais Líricas do Theatro Municipal de São Paulo, Série BNP Paribas de Música de Câmara, da Pinacoteca de São Paulo, e Música Inaudita, da Biblioteca Mário de Andrade. Com o Coro de Câmara de São Paulo e a Orquestra de Câmara Engenho Barroco, gravou o CD Missa – Vol. II (Acervo da Música Brasileira / Restauração e Difusão de Partituras, 2001) e, junto ao Coro da Osesp, lançou os álbuns Canções do Brasil (Biscoito Fino, 2010), Heitor Villa-Lobos: Choral Transcriptions (Naxos, 2019), Rossini: Petite Messe Solenelle (Selo Digital Osesp, 2023), entre outros.

Professora do Coro Acadêmico da Osesp, Vesna foi monitora do naipe de sopranos do Coro da Osesp de 2000 a 2004. Em 2005, mudou-se para o naipe de mezzo soprano, junto ao qual exerce a função de monitor desde 2020. Dos momentos com a Osesp, lembra-se especialmente dos dois concertos em que a Orquestra estreou no histórico Carnegie Hall, em Nova York, em 14 e 15 de outubro de 2022, quando, sob a regência de Marin Alsop, fizeram um concerto de obras variadas e apresentaram o espetáculo Floresta Villa-Lobos, que combina 75 minutos ininterruptos de música com a projeção de um vídeo imersivo retratando as riquezas da flora e da fauna brasileiras.

Desde 2015, integra o Trio Mutrib, gipsy band voltada para o repertório dos Bálcãs e do Mediterrâneo Oriental, e a Cia. Coral Mawaca, grupo cujo repertório abrange cantos populares de tradições africanas, balcânicas, asiáticas, ibéricas, indígenas brasileiras, entre outras. Com o multi-instrumentista Gabriel Levy, mantém o Duo Yezushka, que desenvolve um trabalho orientado para a pesquisa e resgate de músicas tradicionais do Leste Europeu e dos Balcãs. Devido a seu interesse pelo repertório de caráter étnico, busca sempre participar de eventos culturais voltados para a promoção de tradições culturais de diferentes etnias, como a Feira Cultural Leste Europeia de São Paulo ou os eventos do Museu da Imigração do Estado de São Paulo.

Sua arte e atuação multifacetada estende-se também para o mundo da culinária, onde Vesna coordena uma cozinha internacional para festas, preparando de pratos tradicionais de sua cultura a receitas dos mais diversos países do mundo. O Mundo Doce da Vesna, projeto paralelo à sua atuação musical, busca, na fusão de culturas culinárias, ampliar as experiências vividas e sonhadas.

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