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Integrante da Osesp desde: julho de 2000.

Natural de Niterói, no Rio de Janeiro, o tenor Fábio Vianna Peres iniciou sua trajetória vocal no coral da escola em que estudou, o Centro Educacional de Niterói, onde trabalhou sob a regência de Ermano Soares de Sá, discípulo de Villa-Lobos, seu professor no Conservatório Nacional de Canto Orfeônico, e filho do grande educador musical Gazzi de Sá. Entre 1987 e 1991, Fábio realizou seu bacharelado em música com habilitação em violão pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), onde foi orientado pelo violonista e compositor Turíbio Santos. Já em São Paulo, a partir de 1997, cultivou sua técnica vocal sob supervisão de Fernando Carvalhaes e, posteriormente com Luís Tenaglia e Marcos Thadeu. O trabalho vocal animou seu interesse pelo repertório medieval e renascentista, levando-o a criar, em 2000, um grupo dedicado à difusão da música do período das grandes navegações através de interpretações historicamente informadas, a Capela Ultramarina, conjunto do qual é diretor artístico e no qual canta e toca viola de cinco ordens. Em 2002, concluiu especialização em canto pela extinta Faculdade de Música Carlos Gomes, de São Paulo, sob orientação de Elenis Guimarães.

Sua atuação com grupos especializados em música antiga é vasta. Para além da Capela Ultramarina, colaborou com o Anonimus, madrigal renascentista sediado em Niterói, com o conjunto Música Antiga da UFF, com o Armonico Tributo, grupo de Campinas dirigido por Edmundo Hora, e com o conjunto de música antiga luso-brasileira e hispano-americana Americantiga, fundado e coordenado por Ricardo Bernardes. No Audi Cœlum, grupo de música sacra dirigido por Roberto Rodrigues, atuou como cantor e instrumentista nas produções das Antiennes O de l’Avent H. 36-43, de M.-A. Charpentier, em 2004, da Paixão Segundo São Marcos, de Reinhard Keiser, em 2008, das Hieremiae Prophetae Lamentationes, de Orlando de Lassus, em 2008, da Missa de Réquiem, de André Campra, em 2009, de Vespro della Beata Vergine SV 206, de Claudio Monteverdi, em 2010, e da Fontana d’Israel de J. H. Schein, em 2013.

Entre as várias gravações das quais participou, destaca-se o álbum A Cantar uma Cantiga: Cantigas e Vilancetes Portugueses do Século XVI, do Cancioneiro de Paris (gravação independente, 2019), da Capela Ultramarina, que reúne uma seleção de peças em português provenientes do Cancioneiro de Paris, um dos quatro manuscritos musicais renascentistas com música secular de origem portuguesa. Como parte de sua pesquisa independente sobre o “cantar em português” na música renascentista, Fábio atualmente desenvolve um projeto de elaboração de um “Cancioneiro de Luís de Camões”, em que busca adaptar e recriar os versos do poeta às melodias dos Cancioneiros Musicais portugueses, notadamente o Cancioneiro de Paris.

Das muitas memórias com o Coro da Osesp, lembra-se com emoção da primeira turnê internacional do grupo, em 2006, quando se apresentaram para o rei da Espanha, Filipe VI, em Oviedo, ao lado do Coro da Fundação Príncipe de Asturias. Naquele país, Fábio também realizou o tradicional Caminho de Santiago de Compostela, em 2022.

Especialista em gestão cultural pelo Centro Universitário Senac-São Paulo, Fábio é assistente de direção artística da Orquestra Municipal de Jundiaí desde 2011, sendo responsável por todo o planejamento artístico de suas temporadas de concerto. Nas horas vagas, faz as vezes de padeiro.

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