
Thierry Fischer e Paulo Sampaio
Nesta semana, o episódio da série Falando de Música traz entrevistas com Paulo Sampaio, pesquisador da USP e redator e crítico musical pela Academia de Música da Osesp, e Thierry Fischer, regente titular da Osesp. No repertório, a “Sinfonia dos Orixás”, de Almeida Prado, e a “Sinfonia nº 2” de Mendelssohn, dando continuidade ao ciclo sinfônico do compositor. A primeira obra do programa combina elementos do nacionalismo e da vanguarda brasileira em um retrato musical dos orixás. Sampaio destaca o importante papel da percussão nesse retrato, que conta com cerca de 20 instrumentos percussivos na orquestração. Já Fischer define a sinfonia como “profundamente espiritual, como se a própria música invocasse as divindades da floresta e despertasse algo nos seres humanos”. Também com forte inclinação espiritual, a “Sinfonia nº 2” de Mendelssohn, conhecida como “Canto de louvor”, reúne três movimentos orquestrais solenes que culminam no quarto e último, em um ápice musical com a entrada das vozes. Fischer identifica neste final um equilíbrio orgânico entre Coro e Orquestra que segue "até atingir uma calma profunda, aquela paz que esperamos encontrar ao final da vida”.