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Temporada 2019

Ao longo dos últimos anos, as Temporadas de concertos da Osesp na Sala São Paulo tem oferecido ao seu público uma diversidade de programas sinfônicos, que contemplam desde repertórios mais tradicionais até composições pouco conhecidas ou mesmo inéditas, de compositores brasileiros e estrangeiros. Música de câmara e canto coral também têm papel importante e contam com séries e programas próprios dentro da nossa programação.

 

Para 2019, a Temporada, cujo tema é Futuros do Passado, traz mais de 120 apresentações, entre apresentações sinfônicas, de câmara e coral, sendo que 13 concertos serão inteiramente gratuitos, contemplados nos Matinais Osesp, na Semana Camargo Guarnieri e na Maratona Romântica.

 

Nos programas sinfônicos, a sala de concertos é ocupada em sua configuração completa. Nos programas do Coro da Osesp e em recitais especiais, em configuração intermediária. Já nos programas do Quarteto Osesp e demais recitais, em configuração de câmara, com o público no palco, bem próximo dos artistas.


Os concertos sinfônicos costumam ser apresentados às quintas [20h30] e repetidos às sextas [20h30] e aos sábados [16h30] da mesma semana. Mas há também apresentações únicas, em outros dias e horários da semana, além dos tradicionais concertos Matinais, aos domingos [11h00]. Os concertos corais e de câmara, em sua maioria, são apresentados aos domingos [18h00].

TEMPORADA OSESP 2019 | FUTUROS DO PASSADO

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FUTUROS DO PASSADO


Em 2019, o Festival de Inverno de Campos do Jordão chega à sua 50a edição e a Sala São Paulo comemora 20 anos. Administrados pela Fundação Osesp, um e outro tiveram e têm papel muito importante no cenário musical brasileiro.
     Impossível subestimar a relevância do Festival para a formação das últimas três, senão já quatro gerações de músicos. Basta pensar na Osesp: a imensa maioria, quase a totalidade, mesmo, dos brasileiros da Orquestra (cerca de 2/3 do total) já foi bolsista ou professor; o mesmo vale para a galeria de solistas nacionais de destaque, à qual se deve acrescentar grande quantidade de alunos, orquestras, conjuntos, solistas e professores convidados, do Brasil e do exterior, que estiveram no Festival, reconhecido hoje como o maior da América Latina.

     Já a Sala São Paulo é consagrada por suas virtudes acústicas e arquitetônicas. Quem frequentava a temporada local de concertos antes de julho de 1999 pode confirmar que a mudança a partir daquela data foi da maior consequência, não só para a Osesp, mas também inúmeras outras orquestras e instituições. A simples organização de uma temporada de concertos, com programas definidos para o ano inteiro e venda de assinaturas, já significou considerável evolução; e isso só foi possível porque existe a Sala. O privilégio de ensaiar e tocar em tal espaço também merece realce: para os instrumentistas e cantores da Osesp, a Sala é uma verdadeira parceira musical, à altura de seu talento.

     Não há maior prova da diferença que fez a inauguração da Sala São Paulo do que a qualidade dos jovens músicos da Orquestra do Festival. De repente, cai a ficha: eles têm agora a idade dela, cresceram ouvindo concertos ali. São eles, cada um e juntos, os melhores futuros do nosso passado, e o mais eloquente exemplo de até onde se pode chegar, quando aos projetos é garantida continuidade.

Festival e Sala serão devidamente comemorados, em ocasiões especiais no mês de julho e com publicações contando sua história. Este ano abriga, ainda, a última temporada de Marin Alsop como Diretora Musical da Osesp, depois do que ela se tornará nossa Regente de Honra. Não terá sido pouco o que foi conquistado nestes oito anos com Marin. A começar pelo desenvolvimento técnico e artístico do grupo, trabalho perpetuamente in progress; e a continuar pela expansão do prestígio da Orquestra, tanto nacional quanto internacionalmente, o que também contribui para assegurar a qualidade das nossas temporadas em São Paulo, atraindo sempre os melhores artistas.

     Não poderia haver melhor modo de celebrar esse período do que com a Nona Sinfonia, no encerramento. Os concertos integram um projeto capitaneado pelo Carnegie Hall (Nova York), envolvendo sete outras orquestras ao redor do mundo, por ocasião — em 2020 — dos 250 anos de nascimento do compositor. O projeto será inaugurado aqui, com a sempre necessária “Ode à Alegria” cantada em português e a música de Beethoven emoldurada por autores brasileiros, repercutida ainda numa ação com crianças e adolescentes da rede pública de ensino.

 

Como de hábito, receberemos muitos grandes nomes e ouviremos música dos mais variados estilos e mais diversos períodos, da Idade Média aos dias de hoje, interpretada pelos queridos membros da Osesp, do Coro da Osesp e dos Coros Infantil, Juvenil e Acadêmico, pelo Quarteto Osesp e por alunos da Academia da Osesp, e ainda por alguns dos solistas que vêm tocar conosco, como o Artista em Residência, Paulo Szot.

     Antes do início oficial da Temporada, vamos apresentar e gravar um primeiro volume de Choros de Camargo Guarnieri, com a Orquestra regida por Isaac Karabtchevsky e tendo chefes de naipe da Osesp como solistas.

     Tudo isso e muito mais pode ser consultado a seguir, nos Destaques e na programação corrida. Cada Temporada é um universo de música, com mil e uma tramas de sentido, a serem exploradas concerto após concerto, semana após semana. A música não tem fim. Nós, enquanto estamos com ela, também não.

    

De um ponto de vista mais pessoal, a Temporada será também a décima sob responsabilidade desta Direção Artística. Olhando o longo tempo em retrospecto, dá para confessar orgulho do quanto foi possível realizar, em parceria com centenas de pessoas — músicos, Marin e demais regentes da casa, Conselho, todas as equipes da Fundação Osesp e de instituições irmãs, com destaque para a Secretaria de Estado da Cultura —, todas elas, afinal, dedicadas não só ao projeto da Osesp em si, mas ao que ele representa, no contexto brasileiro. Tudo feito, é claro, para o caloroso público, que nos prestigia seja na Sala, seja à distância, nas transmissões radiofônicas e televisivas, em parceria com a Rádio e TV Cultura, e ainda nos concertos digitais, nas redes sociais, nos podcasts e no acervo (gratuito) do Selo Digital Osesp.

     O mínimo que se pode dizer, conhecendo nossa história, é que tudo o que se passou, tanta coisa que se sabe hoje tão significativa, poderia muito bem nem ter acontecido. Neste contexto, em especial face às dificuldades do momento, no Brasil e ao redor do mundo, o papel que nos cabe, antes de mais nada, é garantir que o futuro não seja menor do que o passado. O que também implica pensar e agir, como há 50 ou 20 anos, não só da perspectiva do presente, mas de outros tempos que lhe serão consequência, quando o passado formos nós.

 

     Por trás de tanto empenho, o que nos move é um ideal (de país) e uma paixão (pela Osesp). Mais que uma paixão, na verdade; a palavra é arriscada, mas o que nos move é o amor: amor pela música. Nunca foi menos que isso o que nos manteve aqui. E nunca menos que isso que se espera, nos futuros que virão.

 

 

Arthur Nestrovski
Diretor Artístico da Osesp